quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Sentou-se naquela cadeira sem acolchoado pela milésima vez no dia. Apoiou seus braços sobre as pernas e encarou a parede branca. Parede aquela que parecia refletir todos os seus medos, angústias, tristezas, mágoas. Parede aquela que reproduzia cada momento deixado para trás () Uma trilha sonora - do nada -invadiu sua pobre mente conturbada, um turbilhão de idéias e lembranças. Ela até que tentava segurar as lágrimas, a primeira, a segunda, a terceira, dai em diante outras 500 desceram. A garota sabia que não podia fraquejar e que não podiam vê-la chorar, não daquele jeito, um choro de desistência, um choro de desespero, não podiam vê-la daquela forma. Respirou fundo, seu rosto já estava tão vermelho, seus lábios tão secos, seus olhos transbordavam, mais pareciam cachoeiras () Passou a mão no rosto, levantou-se e saiu correndo pelas ruas em plena segunda feira, desesperada, com medo, frágil, pequena, sozinha, ninguém veio atrás dela. Correu até achar seu rumo, correu desesperadamente, correu tanto que tropeçou e ali mesmo ficou, estirada no chão, chorando e morrendo por dentro.
Catharina Lustosa

Nenhum comentário:

Postar um comentário